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O Grupo trabalha com recurso metodológico clínico-qualitativo, construído a partir de concepções de duas áreas acadêmicas, porém em ruptura epistemológica com elas:
- da metodologia qualitativa trazida das Ciências Humanas;
- dos conhecimentos e atitudes desenvolvidos no campo histórico da prática clínica da medicina e da atitude psicanalítica.
A pesquisa clínico-qualitativa usa quadro de referências teóricas humanísticas e se aplica aos settings dos cuidados com a saúde. Incorpora atitudes e concepções básicas psicanalíticas, pelos quais perpassa o empreendimento:
- feitura do projeto de pesquisa, formulação das hipóteses e dos objetivos, consciência do próprio pesquisador-como-instrumento, coletas dos dados em campo, tratamento dos dados e discussão dos resultados.
Estes demarcadores implicam num corte entre o presente modelo e outros métodos qualitativos, ainda que empregados na área da saúde, tais como a antropologia médica, a sociologia da saúde e a etnografia na área.
Objetos de estudo: sujeitos adultos (pacientes, familiares ou profissionais de saúde), com a investigação dos significados atribuídos por estes aos fenômenos do processo saúde-doença (em clínicas ambulatoriais, hospitalização, emergências, doenças crônicas e incapacitantes, morte, não-adesão a tratamentos e a prevenções, estigmas pela doença). Tal método sustenta nossa Linha de Pesquisa "Estudos Clínico-Qualitativos no Campo da Saúde".
Pela especificidade da Linha, o Grupo não trabalha com: estudos com crianças; sujeitos abordados em grupo; método qualitativo fora de settings clínicos (como os enquadres escolares ou ocupacionais); dados tratados estatisticamente (escalas ou questionários dirigidos); estudos psicossomáticos (correlação entre fatores psicológicos, fisiológicos e/ou sociais); medição de qualidade de vida; influência de tratamentos psicológicos sobre evolução de doenças; e avaliação de serviços de saúde.
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